O
Museu da Imigração, instituição
da Secretaria de Estado da Cultura, está
em processo de restauro das edificações.
Durante o período de obras, visando garantir
a segurança do acervo e a continuidade
dos serviços públicos prestados
(emissão de certidões e atestados),
os acervos da instituição foram
transferidos temporariamente para outras instalações.
Além da obra de restauro, um novo projeto
museológico mesclando recursos interativos
e multimidiáticos com o rico acervo físico
e documental da instituição
será implantado. Os projetos, definidos
pela Secretaria de Estado da Cultura, serão
realizados em parceria com a Associação
dos Amigos do Museu do Café que, depois
de chamada pública, foi selecionada como
organização social de cultura responsável
pelo gerenciamento da instituição.
Ao término das obras, o Museu da Imigração
será reaberto ao público com as
instalações completamente remodeladas,
uma nova exposição de longa duração,
espaço para mostras temporárias,
auditório, biblioteca, e centro de referência
e pesquisa.
Para saber mais sobre o acervo, encaminhamento
do projeto, realização de exposições
ou outras informações, entre em
contato pelo e-mail: museudaimigracao@museudaimigracao.org.br.
EMISSÃO DE CERTIDÕES E ATESTADOS: durante o período da obra, o acervo
documental arquivístico ficará sob
a guarda do Arquivo Público do Estado de
São Paulo, que dará continuidade
à emissão de certidões e
atestados. Para mais informações:
Arquivo Público do Estado de São
Paulo
Telefone: (11) 2089-8151 / 2089-8100
Atendimento: Terça a sábado das
9h às 17h www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriaimigrante
Em
caso de dúvidas, críticas ou sugestões,
entre em contato com
a Ouvidoria da Secretaria de Estado da Cultura:
E-mail: ouvidoria@cultura.sp.gov.br
- Telefone: (11) 2627-8054.
A
Hospedaria de Imigrantes
Ao desembarcar no Brasil, os imigrantes trouxeram
muito mais do que o anseio de refazer suas vidas
trabalhando nas lavouras de café e no início
da indústria paulista. Nos séculos
XIX e XX, os representantes de mais de 70 nacionalidades
e etnias chegaram com o sonho de fazer a
América e acabaram por contribuir
expressivamente na história do país
e na cultura brasileira. Deles, o Brasil herdou
sobrenomes, sotaques, costumes, comidas e vestimentas.
Inaugurada em 1887, a Hospedaria de Imigrantes
se tornou a principal hospedagem destinada a abrigar
os imigrantes recém-chegados. Foi no antigo
prédio da Hospedaria hoje sede do
Museu da Imigração que os
anseios, angústias e expectativas de mais
de 2,5 milhões de pessoas se cruzaram entre
1887 e 1978.
Ao longo de seus 91 anos, a Hospedaria acolheu
e encaminhou os imigrantes aos novos empregos.
Para isso, o prédio contava com a Agência
Oficial de Colonização e Trabalho.
Além de alojamento, disponibilizava farmácia,
laboratório, hospital, correios, lavanderia,
cozinha e setores de assistência médica
e odontológica.
Especialmente na década de 1930, a Hospedaria
de Imigrantes passou a acolher também trabalhadores
migrantes de outros estados brasileiros. Na década
de 1970, perdeu sua função original
e em 1978 recebeu pela última vez um grupo
de imigrantes coreanos, pouco antes de encerrar
suas atividades.
Em 1982, para garantir a preservação
dessa história, o edifício da antiga
Hospedaria foi tombado pelo Conselho de Defesa
do Patrimônio Histórico, Arqueológico,
Artístico e Turístico (Condephaat).
E em 1998, passou a abrigar o Memorial do Imigrante.
O
novo Museu da Imigração
O novo Museu da Imigração do Estado
de São Paulo herda do Memorial do Imigrante
toda a história de preservação
da memória das pessoas que chegaram ao
Brasil por meio da Hospedaria de Imigrantes, e
o relacionamento construído, ao longo dos
anos, com as diversas comunidades representativas
da cidade e do Estado.
É no entrelaçamento dessas memórias
que se encontra a oportunidade única de
compreender e refletir o processo migratório.
A ideia é tornar o Museu da Imigração
o grande ponto de encontro das comunidades de
São Paulo, um local cada vez mais frequentado
por paulistanos e paulistas e um atrativo cultural
e turístico imperdível para os visitantes
de fora do estado e do país.
Em seu novo projeto museológico, o Museu
da Imigração pretende valorizar
ainda mais o encontro das múltiplas histórias
e origens e propor ao público o contato
com as lembranças daquelas pessoas que
vieram de terras distantes, suas condições
de viagem, adaptação aos novos trabalhos
e contribuição para a formação
do que hoje chamamos de identidade paulista.
A história da migração humana
não deve ser encarada como uma questão
relacionada exclusivamente ao passado; há
a necessidade de tratar sobre deslocamentos mais
recentes. O novo Museu da Imigração
pretende fomentar o diálogo sobre as migrações
como um fenômeno contemporâneo, que
não se encerra com o fechamento das atividades
da Hospedaria, reconhecendo a recepção
dos milhões de migrantes atuais e a repercussão
deste deslocamento para a cidade.
Confira
o vídeo de apresentação.
Clique nas imagens abaixo para ampliar.
Nova
gestão Organização
Social de Cultura
Os caminhos do café e da imigração
no Brasil voltam a se cruzar. Após ser
selecionada em chamada pública realizada
pela Secretaria de Estado da Cultura, a Associação
dos Amigos do Museu do Café passa a ser
responsável pela gestão do novo
Museu da Imigração, antigo Memorial
do Imigrante. Entre as principais tarefas atribuídas
à nova gestora está a manutenção
dos trabalhos de coordenação dos
processos em andamento visando a reabertura do
museu ao público.
A AAMC foi criada em 1998 para impulsionar o desenvolvimento
do Museu do Café, em Santos/SP, tendo como
objetivo posicioná-lo como o principal
responsável pela preservação
e divulgação da história
do produto no Brasil e no mundo. É esta
experiência na gestão de um equipamento
cultural responsável por preservar a memória
de um ator tão importante na construção
da identidade brasileira que a Associação
dos Amigos do Museu do Café coloca à
disposição da Secretaria de Estado
da Cultura para a gestão do novo Museu
da Imigração.